A crescente digitalização e ligação em rede dos veículos modernos também aumenta o risco de ciberataques. Atualmente, os veículos comunicam através de redes internas (por exemplo, CAN, Ethernet), bem como de interfaces externas, como rede móvel, WLAN ou Bluetooth. Isto cria potenciais pontos de ataque que têm de ser especificamente protegidos.
Objetivo da cibersegurança: o objetivo é proteger a integridade, a disponibilidade e a confidencialidade das funções e dos dados do veículo. Isto aplica-se tanto a sistemas críticos para a segurança (por exemplo, travões, direção) como aos dados pessoais dos ocupantes do veículo
Requisitos legais: o Regulamento R155 da ONU exige, desde julho de 2022 (para novos modelos) e julho de 2024 (para todas as novas matrículas), que os fabricantes de veículos introduzam um Cyber Security Management System (CSMS). Este tem de abranger todo o ciclo de vida do veículo — desde o desenvolvimento e a produção até à operação e desativação.
Normas técnicas: para a implementação das especificações legais, aplicam-se as seguintes normas:
- ISO/SAE 21434: norma para Cyber Security Engineering no desenvolvimento de veículos.
- UN R156: regulamenta atualizações de software seguras, incluindo Over-the-Air (OTA).
- ISO 24089: complementa a R156 com requisitos técnicos para processos de atualização.
- ISO 26262: assegura a segurança funcional de sistemas eletrónicos.
Medidas de proteção: as medidas técnicas típicas para a proteção dos veículos incluem:
- Encriptação e autenticação de dados de comunicação
- Firewalls e Intrusion Detection Systems (IDS)
- Processos de inicialização seguros e atualizações de software
- Controlos de acesso e segmentação de redes
A cibersegurança é, por conseguinte, um componente central da segurança dos veículos e constitui a base da confiança na mobilidade conectada e automatizada.